Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Início do conteúdo

Projetos de Pesquisa

Ilustração de pasta amarela de arquivo com uma lupa em cima.
Projetos de Pesquisa

Resumo: A mesorregião do Noroeste do Rio Grande do Sul é grande produtora de grãos, com destaque para soja, trigo e milho, e caracterizada por um modelo agrícola que lança mão de ferramentas ligadas à agricultura convencional, como o uso de produtos químicos industrializados para o controle de pragas, doenças e plantas daninhas. Estes sistemas podem causar grande impacto sobre os polinizadores, que são organismos não alvos destes produtos, mas são responsáveis por grande parte da reprodução de espécies vegetais nativas, de interesse econômico direto, ou não. Portanto, este projeto tem como objetivo estudar a ocorrência de abelhas eussociais e solitárias, quanto sua diversidade, distribuição, abundância e comportamento, em áreas de agricultura convencional, orgânica, matas nativas e áreas em recuperação, visando avaliar os riscos e potencialidades destes insetos na região, e identificando os visitantes florais efetivos e oportunistas. Para isso, serão utilizadas técnicas de coletas ativas e observações em diversas culturas, além de avaliações em trilhas, em áreas tanto agrícolas quanto naturais. Também, serão realizados sensos em bosques e áreas de matas nativas ou reflorestadas, para identificação de substratos de nidificação de abelhas-sem-ferrão.

Resumo: A região Noroeste do Rio Grande do Sul é reconhecida pelo grande potencial agrícola, se destacando na produção de grãos. Entretanto, a fruticultura é uma atividade que no passado desempenhou grande papel econômico e, atualmente, voltou a se expandir. A mosca-das-frutas (Diptera: Tephritidae) é a principal praga da fruticultura brasileira e, em algumas culturas, pode ser um fator limitante na produção. A fêmea coloca seus ovos no interior dos frutos, onde as larvas eclodem e se desenvolvem alimentando-se da polpa, causando queda precoce e apodrecimento dos frutos. Em alguns casos, o prejuízo pode superar os 80%. O controle, normalmente, é realizado com o uso de produtos tóxicos que deixam resíduos, poluem o ambiente e são perigosos para o fruticultor. Entretanto, existem inimigos naturais, cuja participação na regulação das populações destas moscas varia, desde porcentagens próximas a zero, até mais de 50% em raros casos. Para o desenvolvimento de planos de manejo integrado desta praga, é fundamental que se conheça a sua dinâmica populacional, seus principais hospedeiros na região e a diversidade e abundância de inimigos naturais. Portanto, o objetivo deste projeto é avaliar a diversidade e flutuação populacional de moscas-das-frutas e seus parasitoides, em áreas de fruticultura e de matas nativas, na região Noroeste do Rio Grande do Sul. Para isso, frutos serão coletados e armazenados para obtenção dos pupários e, posterior, registro e identificação dos insetos. Estes resultados possibilitarão traçar estratégias de manejo de moscas-das-frutas para as zonas de fruticultura no Noroeste do Rio Grande do Sul.

UERGS - Universidade Estadual do Rio Grande do Sul